Há pouco tempo atrás comecei a estudar o shibari (a arte de atar, bondage japonês) muito visto em fotografias do Araki. Existe um pensamento ali que me interessou. A estetização do controle e da subjugação. Vale-se de padrões estéticos e desenhos para aprisionar o corpo, conter a forma e a vontade. Mas ao mesmo tempo que constringe, pretende-se alcançar um estado de elevação sensorial. Suspender o corpo atado é um processo muito importante no ritual. Tendo a perna, este membro inferior destinado a locomoção terrestre, sustentação e suporte, suspenso por balões finalmente alça voo, adquirindo valor de asa, mesmo que por meio do látex ou por cordas de juta. Conceitos como dor e prazer estão muito próximos de vida e morte. Os balões de aniversário carregarão os ossos, até que murchem e caiam.
24/05/2008
08/05/2008
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